Uma aventura de cinema entre as Alcateias e a Titan

Por Artur da Paz Vieira Brito e Priscila da Paz Vieira

Nosso sábado, dia 24 de outubro, foi muito animado e diferente. Isso porque nós reunimos, virtualmente (é claro), as alcateias Baloo, Bagheera e Kaa e a Tropa Escoteira Titan. O convite veio dos escoteiros e nós aceitamos prontamente.

Nos encontramos pontualmente às 14:30. Foi bonito ver o hasteamento virtual das nossas quatro bandeiras! A escoteira Marianna da Mata nos explicou que visitaríamos quatro bases relacionadas a filmes e nos dividimos em equipes, que misturaram lobinhos e escoteiros. A minha foi a Equipe 3 (eu adorei, porque fiquei junto com meu amigo Bruno Chaves, que agora é escoteiro. Já fazia tempo que não fazíamos atividades juntos).

Nossa primeira base foi a do “Bob Esponja e o Tangram”. Os escoteiros João Gonçalves e o Lucas Pontes (na verdade, nós o chamamos de Café) nos explicaram que o Bob Esponja está querendo ficar muito inteligente e descobriu que praticar com o tangram é uma boa estratégia. Nos unimos a ele e recortamos as peças dos nossos tangrams. O primeiro desafio foi montar a sede do Grupo (quem sabe assim matamos as saudades, né?). A Kotick da Bagheera nos desafiou a montar todos os animais da jângal em tangram… será que é possível?

Também teve a base do “Harry Potter, o invisível visível”. As escoteiras Nina Kastrup e Marianna, ops, melhor seria dizer as professoras Nina Mcgonagall e NN Snape, nos ensinaram as palavras mágicas “Ver invisimilus” e com a ajuda das nossas varinhas mágicas foi possível encontrar letras e desenhos escondidos em diversas imagens! Eu adorei essa base.

A base “Mickey adora música” foi muito animada. As escoteiras Camilla Kuribara e Sofia Pimentel, com suas orelhas de Minnie, nos ensinaram a música dos copos. Ufa… foi desafiador. Combinamos de praticar para, no nosso retorno às atividades presenciais, fazermos uma sinfonia em conjunto, em ritmo super acelerado (velocidade é a minha especialidade!!!)

E finalmente, teve a base “Monstros S.A: desenhar o próprio monstrinho”. A Mari Dambrós e o Gabriel Dalke nos disseram que a Walt Disney pediu nossa ajuda para desenhar um novo monstrinho para os próximos filmes. Eles nos deram algumas orientações e nós mostramos nossa criatividade! Descobrimos que cada um tem um jeito de desenhar e que todos esses jeitos são legais. O importante de tudo, especialmente para nós do movimento escoteiro, é respeitarmos “os jeitos” de todas as pessoas.

Chegou o momento do encerramento. “Ah….. passou muito rápido”, dissemos muitos de nós. Gostamos muito desse encontro, afinal, se no movimento escoteiro somos todos irmãos, significa que o Grupo Escoteiro Santos Dumont é uma família! Família que é família se conhece bem, então, essa tarde em conjunto foi fundamental para nos conhecermos ainda mais. Já combinamos de fazer um novo encontro, mas PRESENCIALMENTE. Esperamos que seja logo!

GESD se reúne em Assembleia de Grupo

Por Matheus Santana Labre, com a colaboração de Priscila da Paz Vieira

A Assembleia de Grupo é uma reunião onde os membros associados de um grupo escoteiro tomam decisões sobre sua gestão, discutindo temas como as finanças, eventos e etc. Membros da diretoria, jovens, escotistas, pais e responsáveis são convidados a participar. Uma vez mais eu estive presente, só que dessa vez foi diferente, vocês já descobrirão por quê!

Nosso encontro foi convocado para o dia 15 de outubro e foi como a Assembleia Geral das Nações Unidas desse ano: em formato virtual, fato inédito em 62 anos de história do nosso Grupo. Brincadeiras à parte, nós avaliamos e aprovamos as contas referentes ao ano de 2019 e fizemos a eleição dos nossos delegados à Assembleia Regional Escoteira: um delegado jovem, quatro adultos efetivos e dois suplentes. Eles irão representar o nosso grupo no próximo ano, na Assembleia que ocorrerá em abril, na cidade de Ponta Grossa.

Mas uma assembleia não inicia no dia em que ela é realizada. Nas semanas anteriores são publicadas as orientações: a convocação, que apresenta a pauta, ou seja, os temas que serão discutidos; e também recebemos orientações sobre a apresentação de interessados a candidatos para delegados. Nossa Corte de Honra se reuniu e definimos que apresentaríamos um candidato. Poderia dizer que já virou uma tradição, pois é a segunda vez consecutiva que nos mobilizamos (ano passado elegemos a Mariana Mazur Lor Dambrós como representante jovem; ela participou da Assembleia Regional Escoteira e ainda foi eleita como representante jovem para a Assembleia Nacional Escoteira, ambas em 2020).

Esse ano, coloquei meu nome à disposição. Fui aprovado pela Corte de Honra da Tropa Escoteira Titan, pela Assembleia da nossa Tropa e, finalmente, meu nome foi aprovado na Assembleia de Grupo. Me sinto muito honrado em poder representar nosso Grupo Escoteiro e o farei com muita responsabilidade, esse foi o compromisso que assumi no dia da minha promessa (“fazer o melhor possível”) e que reforcei após a eleição a delegado junto com todos os participantes.

Também serão delegados os escotistas Leonardo Morgado (Tropa Sênior Pico Paraná), Maderli Ponchirolli (Alcateia Baloo). Osmar Ponchirolli (Clã de Pioneiros Santos Dumont) e Kleber Broch (Tropa Sênior Pico Paraná). Os suplentes, que são responsáveis por substituir os efetivos em caso de impossibilidade de participação, são os escotistas Gabriel Fonseca (Tropa Escoteira Senta a Pua) e Mauro Alberti (Clube da Flor de Lis).

Pauta vencida, reunião encerrada….. agora estou na expectativa de que a pandemia acabe para que eu possa viajar à Ponta Grossa participar da minha primeira Assembleia Regional Escoteira de forma PRESENCIAL!

Sempre alerta!

100 máscaras, mais proteção

Por Camilla Kuribara

                O ano de 2020 foi afetado por uma grande pandemia, a COVID-19, que mudou a vida de muitas pessoas. Durante a quarentena, a ideia do projeto já estava vindo à minha mente, mas apenas quando meu pai veio com uma proposta o projeto realmente foi colocado em prática.

Dessa forma, no dia 10 de julho de 2020 eu comecei o projeto para a Insígnia de Ação Comunitária. Meu objetivo era costurar pelo menos 100 máscaras para poder doar para aqueles que precisam. A primeira etapa foi realizar uma pesquisa para ver os melhores tecidos para utilizar na máscara. Em seguida, tivemos que ir comprar os mesmos. Com as lojas de tecidos fechadas por cauda da pandemia, ou comprávamos pela internet ou esperávamos as lojas voltarem a abrir. Para a nossa sorte, uma semana depois as lojas voltaram a funcionar e pudemos ir até a loja para poder ver a qualidade dos tecidos e assim saber exatamente qual comprar.

A produção das máscaras começou umas duas semanas após o início do projeto e continuou até dia 3 de setembro. Durante o processo, minha vó me ajudou a cortar os tecidos e medir as coisas enquanto eu costurava. Meu pai foi atrás de lugares para doar e encontrou um grupo voluntário chamado Rango de Rua.

O Rango de Rua é um projeto de grupo de voluntários que aos sábados, ou mesmo durante a semana, distribui marmitas e bebidas para moradores de rua de Curitiba. Entramos em contato com eles e descobrimos que estavam aceitando doações de máscaras. Como achamos o projeto interessante, fomos conhecer, doar e ajudar. Eu e meu pai fomos no dia 05 de setembro, um sábado, ajudar na entrega de marmitas e aproveitei para fazer a entrega das máscaras que havia produzido. Consegui entregar todas.

Foi uma forma que encontrei para praticar um dos ensinamentos de Baden Powell: “Deixe o mundo um pouco melhor do que o encontrou”. Sempre Alerta!