Fernando Brodeschi

Fernando Brodeschi

Fernando Brodeschi vota durante a Conferência Mundial Escoteira da Coreia do Sul, em 2008.

“Eu sou a terceira geração de escoteiros dentro da minha família. Meu avô participou da Associação de Escoteiros do Círculo Militar, na década de 30. Minha mãe foi fadinha do Distrito Bandeirante, ligado ao Centro Israelita do Paraná. E, aos sete anos, eu vim até o Santos Dumont para me inscrever. Me lembro de ver os pioneiros decorando uma sala com sisal nesse dia. Mas não pude entrar no Grupo, pois tinha uma fila de espera grande. Como minha mãe tinha uma amiga no GE Tapejara, eu fui para lá.

Fiz toda a minha vida escoteira como jovem no Tapejara. Em 1995, quando participei do Jamboree Mundial na Holanda, conheci o chefe Mauro Alberti, com quem tive uma boa proximidade. Em 1996, meu pai era diretor financeiro do Tapejara e acabou vindo ajudar o Santos Dumont nas atividades de radioamadorismo. Eu vinha bastante com ele, até porque já conhecia bastante gente aqui no Grupo. Em 1998 era o ano de eu entrar para o Clã, e como o Tapejara ainda não tinha um, vim para o Santos Dumont. Acabei sendo pioneiro aqui durante dois anos, foi um período muito bom, e as amizades que fiz nessa época duram até hoje.

Tornei-me escotista antes dos 21 anos, pois queria me juntar aos meus amigos que já atuavam na chefia de tropa. Acabei participando do processo de fusão entre a tropa masculina e feminina em tropa mista, entre os anos de 2001 e 2002, e acabei virando chefe da Tropa 2. Em 2002, me afastei do Grupo por motivos profissionais, mas retornei em 2005. Aconteceu de eu acabar me tornando o Diretor-Presidente mais novo da história do Grupo naquele ano. Apesar da pouca idade, tínhamos uma diretoria em que se equilibravam a juventude e a experiência. Foi uma época de crescimento, passamos de 90 para 140 membros registrados.

O Jamboree de 1995 também mudou minha perspectiva do Escotismo, de uma atividade local para um movimento mundial. Eu comecei a frequentar assembleias regionais e nacionais quando era pioneiro. Em 1999, acabei sendo eleito presidente do Fórum Nacional de Jovens Líderes, na Assembleia Nacional de Foz do Iguaçu. Mas antes disso, como sênior, eu já fazia parte da equipe de coordenação nacional do Radioescotismo. Ajudei a organizar o primeiro Jamboree on the Internet (JOTI) no Brasil. Em 2002, fui eleito vice-presidente do Fórum Mundial de Jovens. Tive alguns cargos no Comitê Interamericano e, em 2014, fui eleito membro do Comitê Mundial na Conferência Mundial Escoteira de Liubliana, na Eslováquia. E, em todas as minhas andanças, sempre tive o apoio do Grupo.

Mauro Alberti, Mariovani, Ronilde e Fernando dão uma paradinha na Muralha da China antes de chegar à Coreia, em 2008.

Mesmo viajando bastante, sempre que eu vinha a Curitiba fazia questão de vir até o Grupo receber o abraço da Família Santos Dumont. Essa característica do nosso Grupo é reconhecida até por quem é de fora. Para mim, sempre foi minha segunda família. O Santos Dumont tem essa coisa de receber e integrar todo mundo. E a cada vez que visito o Grupo vejo escotistas novos, de todas as idades, gente de outros grupos que acabou vindo para cá, e sempre é uma só família, a família Santos Dumont.”